Vieira
Hipocrisia
"Este mundo está cheio de hipócritas, e quase todos são Cirineus, que, levando a cruz, não morrem nela."
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Gênio
"O homem de gênio e o doido assemelham-se neste ponto: ambos vivem num mundo diferente daquele em que vivem os outros mortais."
Schopenhauer
No cafe margoso, Blog do João Branco, foi feito este desafio de escolher 12 palavras que simbo lizassem a "salvação". As minhas doze são:Aventura, fé, música, novo, desafio, humor, amigo, família, futuro, horizonte, fantasia, ser.
Adira a esta corrente e poste aqui também, as doze que você ache simbolizem isso tudo para si.
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Soneto da Fidelidade

Vinícius de Morais
De tudo ao meu amor serei atento
antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto;que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vao momento,
e em seu louvor hei de espalhar meu canto,
e rir meu riso e derramar meu pranto,
ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure,
quem sabe a morte, angustia de quem vive,
quem sabe a solidao, fim de quem ama,
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
que não seja imortal, posto que é chama
mas que seja infinito enquanto dure.
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Vinicius de Morais

Que cantem os poetas,
Que digam os loucos,
O que disserem,
Palavra rude ou bandeira,
Esgar ou fonema,
Que cantem,
Não mais calem,
Pois quando a fome é plena
E a desgraça um teorema,
Toda a fonética é pouca,
Para se dizer da voz a boca
Da retorta que há num tema.
Quando o poeta canta
E traz a voz ao homem,
Ou é sorte ou a planta,
Dos versos quando morrem.
Por isso, que cantem os poetas,
Ou digam os loucos,
O que disserem,
Que não há grito,que cale a fome,
Nem palavra, por nosso nome,
Numa criança,
Quando morre.
Por: Jorge Humberto
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Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais, a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada,
E que não chega nunca em toda a vida.
Carvalho
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Autopsicografia

O Poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que ele escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa - Poesias
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Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
_ Eu faço versos como quem morre.
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
_ Eu faço versos como quem morre.
Manoel Bandeira
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INANIA VERBA
imagem:Luyis RoyoAh! Quem há-de exprimir, alma impotente e escrava
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a palavra pesada abafa a idéia leve,
Que perfume clarão, refulgia e voava.
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Metáfora

Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível.
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível.
Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata.
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata vinha a caber
O incabível.
Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua lata fora da disputa
Meta dentro e fora lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora.
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